Prefeitos do Alto Jequitinhonha se mobilizam para evitar fechamento do Hospital Nossa Senhora da Saúde

Para tentar salvar HNSS, 32 prefeitos da região se uniram na busca de recursos. A comitiva já solicitou ajuda ao Governo do Estado e deputados.

 

No dia 28 de novembro a Administração Provedora do Hospital de Nossa Senhora da Saúde (HNSS), instalado em Diamantina e que presta relevantes serviços aos municípios do Vale do Jequitinhonha, divulgou Ofício informando que a entidade, a partir da próxima sexta-feira (01 de dezembro), não atenderá em nenhuma de suas clínicas e manterá suas portas fechadas, cuidando apenas dos pacientes já internados e buscando suas transferências. No documento é explicado, ainda, que a medida se faz necessária em função de a instituição não possuir condições financeiras para honrar os compromissos firmados com o corpo clínico e que a situação pode se agravar, inclusive, com a paralisação do Hospital.

Ante a essa preocupante notícia o presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Alto Jequitinhonha (AMAJE), prefeito de Itamarandiba, Luiz Fernando Alves, e o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Jequitinhonha (CISAJE), prefeito de Diamantina, Juscelino Brasiliano Roque, em companhia de mais 30 prefeitos da região, reuniram-se, em caráter de urgência, com o secretário de Estado de Saúde, Sávio Souza Cruz. O encontro aconteceu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, no mesmo dia da divulgação do Ofício, 28 de novembro, e serviu para que a comitiva, formada por diretores do HNSS, 32 prefeitos, vereadores e secretários municipais da região jequitinhonhense, reivindicasse recursos que possam dar sobrevida ao Hospital.

Com 114 anos de existência, o HNSS, entidade filantrópica administrada pela Irmandade Nossa Senhora da Saúde, há muitos anos enfrenta dificuldades financeiras. Dívida hoje está na casa dos 18 milhões de reais.

 

Ao explicar a importância do HNSS na vida dos jequitinhonhenses, o presidente do CISAJE, Juscelino Roque, lembrou que além dos 40 médicos e 237 funcionários, a unidade possui 82 leitos, dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo oito leitos de UTI Neonatal e dois leitos de UTI Pediátrico. “Pela primeira vez, conseguimos que os prefeitos da região atuassem em um esforço conjunto para tentar manter a unidade funcionando. O hospital atende várias especialidades e a população de toda a região. Seu fechamento será uma tragédia na saúde.”, afirmou Roque.

De acordo com recentes levantamentos constatou-se que o Hospital possui uma dívida de 18 milhões de reais, incluindo aí salários dos médicos; os quais não recebem á dois meses. Nesse contexto, o presidente da AMAJE, Luiz Fernando Alves, argumentou que a preocupação dos chefes do executivo municipal da região não se restringe apenas ao Hospital Nossa Senhora da Saúde; visto que a Santa Casa de Diamantina, também, tem enfrentado grandes problemas de ordem econômica, com isso ambas correm sérios riscos de serem fechadas. “Localizadas em Diamantina, as duas entidades, que atendem a mais de 300 mil pessoas de nossa região; incluindo os 35 mil Itamarandibanos, têm passado por sérias dificuldades em razão da falta de recursos. Recentemente Itamarandiba assumiu o compromisso de prestar ajuda financeira para que continuem com suas atividades. Entretanto, esperamos que essa ajuda, também, venha de outros municípios, do Governo do Estado e da União.”, comentou o presidente da AMAJE, Luiz Fernando.

Durante o encontro com o secretário de Estado, Sávio Souza, os 32 prefeitos presentes  assinaram e entregaram documento solicitando ao governador do Estado, Fernando Pimentel, e a secretários do seu governo, o repasse, em caráter de urgência, de R$ 1,2 milhão para evitar o fechamento do hospital.

Ernane Frois

Ascom: Prefeitura Municipal de Itamarandiba

 

Última modificação em Quinta, 30 Novembro 2017 13:59

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