História

HISTÓRICO DE ITAMARANDIBA

As informações a seguir foram obtidas junto a Sra. Creuza Pereira Reis*. Responsável pela pesquisa e elaboração de importantíssimo trabalho de valorização da nossa rica e grandiosa história.

 

ORIGEM DO MUNICÍPIO DE ITAMARANDIBA

A origem do município admite várias versões. Muitos acreditam que pode estar ligada aos desbravadores que atravessaram a região em busca de ouro. Para alguns, entretanto, o povoado se inicia quando antigos habitantes da Vila do Fanado, hoje Minas Novas, chegaram ao local e lá se fixaram, atraídos pela fertilidade da terra. Outros, ainda, afirmam que por volta de 1.674, o Bandeirante Fernão Paes Lemes saiu de São Paulo em busca das Esmeraldas. Entre 1.675 e 1.680 chegou lá pelas bandas do Norte de Minas Gerais e ali ergueram suas casas, por volta de 1760.O Povoado de São João Batista, antiga denominação de Itamarandiba, tem sua origem na exploração do ouro e pedras preciosas ainda no tempo dos Bandeirantes. Surgiu ao redor de uma primeira capela, em 1.765. Porém, antes disso, há vários indícios de que viviam na região populações indígenas; provavelmente “Bororós” e “Patachós”. Itamarandiba foi elevada a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. O nome: Itamarandiba,  nos dizeres de Saint Hilaire significa: “Pedras Miúdas que rolam juntamente com as outras”. A origem do nome se deve aos eixos redondos que transpareciam rolando nas águas do rio. Seu patrimônio histórico tem como atrativo o povoado de Penha de Franca, de grande Beleza Arquitetônica. Como atrativos naturais o Parque Estadual da Serra Negra, que inclui-se na Cadeia do Espinhaço e a Reserva da Cascata, que é uma reserva da Mata Atlântica, além de diversas cachoeiras como a do Cardoso, do Miguel, dos Barbados, do Bálsamo e a Lapa do Veado são opções para a prática do Ecoturismo.

 

Fundação de Itamarandiba

Itamarandiba surgiu em decorrência da exploração do ouro e pedras preciosas.
Em 1675, a bandeira de Fernão Dias Pais Lemes, formada por portugueses, baianos e paulistas, a procura de esmeraldas, por aqui passou, surgindo então um pequeno povoado que foi denominado de São João Batista. O nome São João Batista dado ao povoado, permaneceu até dia 07 de setembro de 1923, quando foi mudado para Itamarandiba palavra de origem indígena que significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". Itamarandiba foi fundada em 24 de junho de 1865. Sendo seu primeiro presidente da Câmara, o Sr. capitão Manuel Francisco de Paula. Primeiro prefeito, Rvmº Padre João Afonso.Primeiro vigário, padre Joaquim da Circuncisão do senhor. Primeiro médico, Sr. Dr. Afonso Pavie. No dia 03 de maio de 1877, foi instalada a comarca até 1903 e foi reinstalada no dia 14 de julho de 1929.
A primeira escola de Itamarandiba chamava-se Escola Minta de 1º, 2º,3º e 4º ano.
A primeira luz elétrica foi colocada pelos senhores; Frederico Spichman e Sr. Geraldo Leonardo Costa, durou de 1912 à 1914. A primeira loja foi de D. Maria do Sr. Salvo Moreira. O primeiro dentista foi o Sr. Dr. Zezé dentista. É bom saber que antes da chegada dos bandeirantes portugueses, paulista e baianos aqui habitavam os índios Bororós e Botucudos.

 

 

 

Aspectos Físicos De Itamarandiba

Clima: Tropical de altitude, ou seja, não é quente nem frio.

Relevo: é semi montanhoso, ou seja, os terrenos são compostos de pequenas montanhas em algumas áreas.

Suas principais serras são: Serra Negra: é a mais alta com altitude de 1.658m.

Serra do Ambrósio: é a mais extensa.

Vegetação: Composta por Mata Atlântica e Cerrado. É rasteira e torta típica do cerrado. Os principais tipos de vegetação do município são oito: pequi, mangaba, gabiroba e outros.
A vegetação do município foi e está sendo muito prejudicada pela extração do carvão vegetal que é uma das grandes fontes de renda do município, com esta extração as matas nativas estão sendo destruídas, auxiliando na poluição do ar e na secagem das águas. Há várias reservas orquidárias nos arredores de cabeceira.

Hidrografia: Os principais rios que compõem a hidrografia do município são: Araçuaí, Rio São João, Itacarambí, Itapirapuã, Setubal e outros. Existem além desses rios vários córregos, sendo eles: Córrego da Onça, Ribeirão Vermelho, Cachoeira e outros.

Os Principais Rios do Nosso Município

Itamarandiba do Campo: Nasce na serra do Ambrósio, tendo como afluentes os Córregos Penedo e Grotão. O Rio Itamarandiba do Campo é afluente do Rio Araçuaí.
Itamarandiba do Mato: Nasce na Serra Boa Vista. Deságua Itanguá: Nasce na Serra menina; é afluente do Rio Araçuaí.

Araçuaí: Pela margem direita banha o nosso município.

Itacarambí: Nasce no Capão do Leite, próximo de Itamarandiba.
Rio São João: Suas nascentes estão a três (03)  Km da sede do município. Bexiga, Cascata, Curral, e ponte de Terra são os cursos d'água que compõem o Rio São João, este que por sua vez atravessa a cidade de Itamarandiba e por fim deságua no Rio Araçuaí.

Rio Santo Antônio: Nasce na Vereda de Pindaíba, é afluente do Rio Araçuaí.
Rio Setubal: É afluente do Rio Itamarandiba.

 

"EFEMÉRIDES DO MUNICÍPIO DE ITAMARANDIBA"

 

10/03/1827 Por alvará desta data foi criado o distrito de N. Senhora da Penha de França, pertencente ao município de Serro.

13/10/1831 O distrito de Penha de França, passa a pertencer o Município de Diamantina.
03/04/1840 Por lei Provincial nº 184, foi criado o distrito de São João Batista, pertencente ao município de Minas Novas.

24/09/1862 Por lei Provincial nº 1.136, foi criado o município de São João Batista, sendo incorporando o seu território, o distrito de Penha de França.

19/03/1865 Instalação da Vila de São João Batista.

14/09/1870 Por lei Provincial nº 1780, foi criado o distrito do Santíssimo Coração de Jesus de Barreiras.

21/09/1871 Por lei Provincial nº 1780, foi a vila de São João Batista, elevada à categoria de cidade.

02/07/1876 Criação da Comarca de Itamarandiba, com sede na cidade de São João Batista.
03/05/1877 Instalação da Comarca, sendo o seu 1º e último juiz de Direito Dr. Manuel José da Costa Monteiro de Barros.

19/09/1903 Por lei nº 375, foi suprimida a Comarca de Itamarandiba e criado o termo Judiciário de São João Batista, pertencente a Comarca de Minas Novas.
30/08/1911 Por lei nº 556, foi criado o distrito de Lorena.
07/09/1923 A lei nº 843, mudou a denominação da cidade de São João Batista, para Itamarandiba.
12/10/1927 Instalação do Distrito de Lorena.

25/05/1927 Por decreto Estadual nº 9072, foi o termo Judiciário de Itamarandiba, elevado à categoria de Comarca.

14/07/1929 Reinstalação da Comarca, sendo o seu 1º Juiz, Dr. Marcio Santos Rodrigues Lima.
31/12/1943 Por decreto lei nº 1058, foi dada a nova denominação aos distritos de Barreiras e Lorena a chamar-se respectivamente, Carbonita e Aricanduva.
27/12/1948 Por decreto lei nº 336, foi criado o distrito de Padre João Afonso, ex-Socorro.
01/01/1949 Instalação do distrito de Padre João Afonso.

 

Manifestações Culturais:

Registram-se no município até os dias atuais, algumas tradições culturais que remontam o tempo da escravidão. A cultura popular é composta por grupos de teatros e danças folclóricas, como a dança do lenço, trança de fitas, pastorinhas, danças carnavalescas com destaque para os blocos: Alcoologia, Pirraça e Cachaça. O artesanato local é bastante diversificado com trabalhos em cerâmica, madeira e barro, bordados, crochê, doces caseiros e outros trabalhos manuais variados. Dentre as festas religiosas, destacam-se a festa do Rosário, a festa do Divino, a festa de São João Batista, São Sebastião, Santo Antônio, Nossa Senhora Aparecida e Corpus Christi. Registram-se ainda as folias como: Folia de Reis, Divino, Santa Luzia e Grupos de Marujada. Essas manifestações culturais têm suas raízes fixadas no passado histórico da cidade.


ACERVO ARQUITETÔNICO E URBANÍSTICO:

 

O município de Itamarandiba conta com várias construções arquitetônicas, as quais nos levam a uma interessante viagem ao passado, lembrando e refletindo o passado histórico de nossa cidade. As igrejas Matriz, Santa Luzia, São Sebastião, Rosário, Bom Jesus, a gruta de Lourdes, cada uma com suas histórias, suas lendas, prédio da prefeitura, o sobradão e várias outras construções que conseguem manter as fontes históricas vivas no dia-a-dia da vida do povo da cidade.

 

Distritos:
1. Penha de França - Neste distrito, vamos encontrar: a Igreja de Nossa Senhora da Penha, construída na segunda metade do séc. XVI em estilo colonial as construções, sobradões e grandes casas foram destruídas ao longo do tempo. Nos arredores podemos encontrar Gruta denominada "Lapa Santa", "Lapa da Veada", locais estes onde vamos encontrar sinais rupestres, a serem identificados, cachoeiras e fazendas antigas.
2. Contrato: Este distrito por ser mais recente possuiu grandes construções de interesse imediato à preservação. No entanto, nas imediações encontramos várias fazendas de grande interesse histórico. Atualmente tem se destacado no plantio de café.
3.Padre João Afonso: Este distrito não possui grandes construções de interesse à preservação imediata, no entanto, notamos duas árvores, veneradas pelo povo, de nome "TAMBORIL" plantada em 1904. Próximo à elas esta sendo construído um grande templo da religião Católica.

Obs: Após incessante trabalho na elaboração de documentação, pagamentos de taxas e muitas cobranças por parte da Prefeitura Municipal, o Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC), antigo IGA, concluiu estudos e declarou, no dia 30 de abril de 2014, a criação de mais quatro (04) distritos no município de Itamarandiba. Sendo eles: Distrito de Santa Joana, Distrito de Dom Serafim, Distrito de Várzea de Santo Antônio e Distrito de Santa Luzia de Minas (inclusão do nome de Minas pelo fato de Minas Gerais já possuir distrito com a nomenclatura de Santa Luzia).

Os 04 novos distritos de Itamarandiba foram instituídos pelas Leis Municipais nº 2631 e 2632, ambas de 12/03/2014, publicadas em 28 de março de 2014.

 

 

INFORME HISTORICO:

Sobrado de propriedade de Joab Correia da Neves = localizado no Largo do Souza, nº 59, esquina com a antiga Rua Dois de Novembro, hoje Rua Diamantina.
O sobrado, por volta do século XVII, foi construído pelo Padre Adão de Souza, fazendeiro que explorava lavra de cristal. Foi o primeiro a tirar um cristal, que vendeu por "seis contos de reis", em média, por volta de 1928 a 1929 e, na época esse dinheiro dava para comprar fazendas. Ele era casado e tinha um filho por nome de Sebastião de Souza, conhecido por Tãozinho de Souza, grande eletricista da região. Após longos anos, vendeu a propriedade para o Sr. Herculano da Silva Gusmão, casado com dona Ana Fernandes, conhecida como Saninha, primeira esposa, neta do coronel César. Ao longo dos anos, ele foi engordando muito e já na conseguia mais caminhar, sendo carregada por uma liteira. Com o passar do tempo, ficou viúvo e casou-se com dona Vivalda da Silva Gusmão, mas já não morava mais ali. Vendeu para o sr. João Mendonça, que era barbeiro e comerciante, dono de um bar e uma barbearia no andar térreo, enquanto morava no andar de cima. Depois colocou uma pensão no andar de cima.
A história nos conta, que o sr. João Mendonça da Cruz, na ocasião tinha um rádio, pois em Itamarandiba, até então só havia três: o primeiro foi de João Mendonça, o segundo de João Guimarães, e o terceiro de João Vial. Assim, ele ligava seu rádio na Praça Largo do Souza e ali juntavam as pessoas para ouvir a "Voz do Brasil" e outras notícias. Era um divertimento para o povo. Na ocasião, não tinha luz e eles ligavam um gerador no qual eram ligados os rádios, assim, eles tinham luz em casa. Ainda conta a história, naquele sobrado, João Batista Guimarães, era Delegado de Policia, nomeado por Magalhães Pinto, por volta de 1960. Ele matou o Sr. Orácio Caldeira, filho de Penha de França, com um tiro no coração. Só que, esse fato aconteceu, quando ele ainda não era Delegado assim que pagou sua pena, foi nomeado delegado. Atualmente, o sobrado tem no seu andar térreo, uma loja e no andar de cima, ate pouco tempo funcionava um hotel. Hoje desativado.

 

 

PRÉDIO CASA DE CARIDADE ( Hoje Prefeitura Municipal)

 

Santa Casa de Caridade

Por volta do ano de 1912, no governo do 12º Presidente da Câmara, Coronel Gentil de Melo Fernandes, a convite deste, chegou em Itamarandiba o médico Dr. Afonso Ulrik Pavie, de origem francesa. Em 1915, com o apoio do referido coronel e do vigário Padre João Afonso, o médico fundou a "Santa Casa de Caridade" já com um laboratório de análises bacteriológicas. Os materiais e instrumentos vieram da Europa. O atendimento era para todos, mas faltava remédios anestésicos, mas o médico se virava como podia e salvou muitas pessoas da morte e do sofrimento. Em 1932, a sociedade e autoridades assistiram a colocação da "Pedra fundamental" da nova maternidade, anexa à Santa Casa de caridade. A partir daí iniciou a construção do prédio da maternidade, no lugar de uma casa velha que em ruínas, foi demolida. As obras se iniciaram sob a responsabilidade do Dr. Afonso Pavie, com apenas 14 anos. Mais tarde ele se tornou advogado e promotor público da cidade de Araçuaí. A pedra fundamental acima descrita está situada na base do esteio direito frontal do prédio, onde deixou cimentada uma pequena caixa de pedra sabão, contendo várias recordações para o futuro e uma cópia da ata de fundação. A santa Casa de Caridade e a Maternidade funcionaram até 1964. Após isto, serviu de moradia à várias famílias. Em 1974, o imóvel passou a ser propriedade e Escritório da Florestal Acesita, mais tarde Acesita energética. Esta empresa instalou por aqui com a finalidade de proceder plantio de eucaliptos em uma grande extensão de terras. A partir de 06 de fevereiro de 1999, a Prefeitura Municipal, através do prefeito Márcio Gomes, alugou e instalou-se nas dependências do prédio, com destino certo da preservação patrimonial. Diga-se de passagem que, a Acesita Energética, ao adquirir o imóvel, comprometeu-se em não alterar seu conjunto arquitetônico.

 

NOMES DE ITAMARANDIBA

 

No dizer de Saint-Hilaire, (l8l7), o vocábulo ITAMARANDIBA significa: ITA = pedra; MARÃ = pequena e INDIBA = que se move junto de outras. Já Joaquim Ribeiro da Costa (Toponímia de Minas Gerais) escreve: ITA-MARÂ-DIBA = local de pedras desordenadas ou locais de seixos arredondados ou, ainda: ITA = Pedra; MARÃ = madeira rija ou ainda, no dizer de Raimundo José da Cunha Matos, ITAMARANDIBA quer dizer: "PEDRA PEQUENINA E BULIÇOSA". Quem teve oportunidade de pesquisar os caldeirões, à margem do Itamarandiba, burilados por uma infinidade de pedras pequeninas, constantemente movidas pelas águas, durante milhões de anos, caldeirões que variam de tamanho, encontrados principalmente na sua pequena ilha, situada no terço médio do Itamarandiba na fazenda denominada "ILHA", observará que o termo : "PEDRA PEQUENINA E BULIÇOSA" se adapta bem melhor ao nome do rio pois, nos seus caldeirões, de profundidade e diâmetros variáveis, encontram-se milhares delas, pequenas e arredondadas, algumas delas difíceis de ser apanhadas de uma só vez.
Como se vê, o nome é de origem indígena, provavelmente dado pelos índios MAPAXÓS, mas acreditando que a origem de seu nome antecede ao período Pré- Colombiano. Outras tribos devem ter ocupado nossa região, como os Kotoxós e Malalis. Também os Botocudos, os mais temidos e tidos como antropófagos, circulavam, com suas invasões periódicas, por essas bandas, pois a palavra KIGEME, da língua botocuda, que significa "CHOÇA", conforme afirma Saint-Hilaire, é por nós conhecida, uma vez que existe, próximo à ponte Santana, sobre o Itamarandiba, cerca de 15 Km da cidade, uma grota com o mesmo nome "KIGEME". Em 1843, foi encontrado perdido, próximo à Vila de Penha de França, um pequeno índio de nome "ZIPOROQUE", nome botocudo que quer dizer "BRAÇO". Este 'menino índio foi posteriormente batizado com o nome "AMÉRICO" conforme revela o Livro de batismo daquela Vila. Os machados de sílex, uma pedra de grande dureza, mais conhecidas pelo homem do meio rural de, "PEDRA CORISCO", que, por uma crendice julgam que essas pedras caem do céu, juntas com as faíscas elétricas. São elas encontradas no subsolo, também constituem provas de que, em épocas esquecidas e não devidamente estudadas, um povo viveu em nossa região. Sabemos da existência de primitivas grutas (pequenos e rústicos abrigos) com desenhos rupestres. Em l978, uma equipe de especialistas, chefiada pelo Professor Ronaldo Teixeira, perguntando-me sobre a existência delas, em nossa região, indiquei-lhe um local próximo à Fazenda do Itanguá, construída pelo Padre José da Silva e Oliveira Rolim, antes da Inconfidência Mineira, entre a divisa de Itamarandiba com o município de Senador Modestino Gonçalves e lá comprovaram o que antes havia pesquisado, ou seja: Vários abrigos com variados desenhos rupestres, de real valor histórico. Lá estão para provar esse antepassado remoto, pré-colombiano, anterior ao nosso índio. Tais descobertas permanecem quase desconhecidas e, segundo o Prof. Ronaldo Teixeira, enquanto não houver uma infra estrutura capaz de preservar tais sítios, não é aconselhável a divulgação. Finalmente, quanto aos índios, de nossa região e qual a Tribo pertenciam, cito abaixo a opinião balizada de Pedro Taques, neto de Fernão Dias que, por ter vivido naquela época em que os índios se espalhavam por todas as partes, naturalmente estava mais dentro do problema do que nós, pesquisadores de hoje.
Ficando demonstrado que a Serra Negra era a mesma serra das Esmeraldas encontrada por Marcos de Azeredo e, posteriormente, por Fernão Dias, de acordo com a descrição de seu neto Pedro Taques, do Livro A Grande vida de Fernão Dias Pais (fls. l23),  onde diz: "Não achando minas de prata no sabarabuçu, continuou o governador Fernão Dias o destino de sua comissão, entranhando-se por aqueles vastos sertões até chegar ao desejado dos bárbaros índios MAPAXÓS, pátria da apetecida Serra das Esmeraldas e, assim sendo, os "gentios" mencionados na carta de Fernão Dias pertenciam a tribo dos índios MAPAXÓS, sendo esses nossos primeiros habitantes. Itamarandiba, 21 de abril de 1997 - Paulo Pavie.

Fonte de dados: Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Itamarandiba na pessoa de Creuza Pereira Reis, do Departamento do Patrimônio Histórico
Fotografia e edição por: Juliene Fernandes Pereira e Cristielle Meirian de Freitas

 

HISTÓRICO DO DISTRITO DE PENHA DE FRANÇA

 

Primeiros moradores: negros e índios

Povoado: no ano de 1.653 por Alemães e Franceses

Distrito: lei nº1136 de 24 de setembro de 1.862, que foi oficializada por eleição em 19 de março de 1.865.

OBS: Antes Penha de França já pertenceu à Comarca de Serro, Diamantina, Minas Novas e, finalmente Itamarandiba.

Antes de sua fundação, Penha de França era habitada por negros e nativos que eram chamados Bugres. Por volta de 1.653, chegaram a Penha de França vários alemães e alguns franceses que lá fixaram residências para melhor explorar a terra, jazidas de ouro e pedras preciosas. Em 18 de setembro de 1.653, um negro que servia a um dos franceses viu um tronco de uma árvore gigante, que fora derrubada para madeira, incandescer, gerando fogo e um forte foco de luz. O negro aproximou-se do local e pôde ver a imagem de Nossa Senhora de cima do tronco. Ele correu para contar ao seu senhor o que vira. Seu senhor sem querer acreditar, foi ao local prometendo ao negro que se fosse mentira, ele seria amarrado e açoitado. Chegando ao local, não havia mais nada, a não ser o tronco. Quando o senhor ordenou que amarrassem o negro para espancá-lo, o tronco foi iluminado novamente e Nossa Senhora apareceu; porém só o fez para o negro. Os outros só viram o clarão do fogo. A história informa que, naquela mesma época, mandaram construir uma igreja em homenagem à Nossa Senhora de modo que o trono da santa ficasse em cima do tronco da árvore. Até hoje ela está edificada com o nome da igreja de Nossa Senhora da Penha. Em 1.920 havia plantações de cana, milho, feijão; estes gêneros alimentícios eram de fácil comercialização no distrito de Diamantina. Fundou-se uma pequena forja próximo à povoação, e o ferro que antes se comprava a uma pataca, ali já não custava mais de 50 centavos. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, também passou por Penha de França, onde permaneceu por cerca de 60 dias, tendo inclusive namorado uma escrava por nome de Sinhá Raimunda.
Entre Itamarandiba e Senador Modestino Gonçalves, no lugar denominado Itanguá havia um quilombo onde os escravos se escondiam de seus senhores. O local hoje é uma reserva natural, pertencente a Senador Modestino Gonçalves. Na região de Penha de França existem locais ainda não bem sondados como: Laje Santa - sinais rupestres na fazenda de D. Elizeta do Lino Silva. Segundo se informa, historiadores encontraram ossadas humanas pré-históricas, com cerca de 4.000 anos por ali. Neste mesmo lugar vêem-se inscrições rupestres, com figuras indígenas e de animais. No dia 1° de outubro de 1.904 Nossa Senhora tornou a aparecer para duas meninas negras de nomes Guida e Rosalina, filhas de mãe Feliciana. O fato foi levado ao conhecimento do arcebispo Dom Joaquim, que foi ao local, celebrou missa e fez procissão com a imagem da Santa. Mandou tirar retratos da Nossa Senhora no andor, mas quando o filme foi revelado, apareceram duas imagens, uma ao lado da outra que estava no andor. A notícia se espalhou e várias pessoas de todo o mundo começaram as romarias e a devoção por Nossa Senhora da Penha.

 

VULTOS A NOSSA HISTÓRIA

 

"Uma história é feita de heróis. Nossa fértil imaginação os pinta de várias nuances, de acordo com nossas expectativas, nossos anseios, nosso próprio espírito aventureiro e sonhador. Mas o heroísmo não repousa só no ato público, passível de reconhecimento e aplauso. Muitas vezes ele se dá no silêncio do anonimato no recôndito de quatro paredes, sem aplausos, sem medalhas tendo como galardão somente a ovação da consciência tranquila e o sorriso certeiro de Deus. São heróis de vários episódios ou de um só feito; de armas exuberantes ou rústicas, mas sempre heróis. Mas, afinal, o que é ser um herói? É empunhar uma arma, ou desarmar a todos? É ter sempre o grito e o arrojo ou usar como espada o silêncio e o labor das mãos. È batalhar por mudanças ou querer preservar aquilo que é memória? Heróis são todos os que, de uma forma ou de outra se lançam sem medo na luta pela melhoria de vida de seus semelhantes. Que não temem a hostilidade, a crítica, a incompreensão quando o que está em jogo é o bem comum e a promoção do ser humano. Que não conhecem o cansaço, não teme o fracasso e mesmo quando não bem sucedidos, têm coragem para deterem-se e, tirando proveito de seus próprios insucessos recomeçar sempre, pelo bem de outros. È saber transformar obstáculos em rochas a escalar, desafetos em companheiros que incentivam, problemas em soluções. È querer, ousar, tentar e fazer.”.

 

EVOLUÇÃO DE ITAMARANDIBA

 

Itamarandiba, povoação fundada numa parada da expedição do bandeirante Fernão Dias Paes Leme em 24 de junho de 1679, com a denominação de São João Batista, é bem mais velha do que Diamantina (Tejuco de 1709) e do que Minas Novas (Vila de Nossa Senhora Do Bom Sucesso de Minas Novas do Araçuaí de 29 de junho de 1727). Localiza - se entre as duas cidades e dividindo a distância entre elas, tornou - se o ponto oficial de convergência das duas populações para a integração comercial. O bandeirante Fernão Dias, partindo de São Paulo em 21 de junho de 1674, atravessou a serra da Mantiqueira e se embrenhou pelo sertão das Gerais, semeando povoações como Ibituruna, Sumidouro, Roça Grande, Esmeraldas, Mato das Pedrarias, Paraopeba, Serro Frio e São João Batista. Na tarde de 24 de junho de 1679, após atravessar uma planície, começou a descer um suave espigão até encontrar uma vereda cortada por um córrego, a que deu nome de córrego de São João, em homenagem ao Santo daquele dia. Ato continuou, mandou erguer uma palhoça para passar a noite, que prometia ser muito fria, e determinou que se fizesse uma fogueira em homenagem a S. João Batista, tradição que sua Bandeira sempre preservou. Estava assim fundada mais uma povoação nos rincões das Gerais. (...). Com o surgimento do arraial do Tejuco, fundado em 1709, e com a descoberta dos diamantes, logo em seguida, os moradores de S. J. Batista passaram a vender o excesso de sua produção agrícola para a florescente mineração de diamantes. Uma multidão de aventureiros teria sido atraída pela riqueza fácil que cintilava nas límpidas águas dos córregos e regatos daquela região; no entanto, mesmo conseguindo pedras brilhantes em abundância, não dispunham do mínimo de mantimentos para saciar - lhes a fome e, foi graças a esse mercado emergente que a população de São João Batista passou a se dedicar com mais afinco à agricultura e fez dela a fonte de sua riqueza. A transformação do arraial em vila foi um processo lento; em 1757, quando do desmembramento administrativo de Minas Novas da Bahia e sua anexação à província de Minas Gerais (Carta - Régia de 13 de maio de 1757), ocorreu a elevação à condição de Vila. Em 1830, com o advento da Lei n° 163, que elevou Minas Novas à condição de cidade, São João batista passou a ser distrito daquele município. 1862 _ Pela Lei n° 1.136, de 24 de abril de 1862, a Vila de São João Batista de Minas Novas é elevada à condição de cidade com o nome São João Batista. 1865/1868 _ As primeiras eleições municipais ocorreram em 29 de janeiro de 1865, sendo a primeira Câmara Municipal empossada em 21 de março e integrada por: Capitão Francisco de Paula (Capitão Paula, que foi seu presidente e chefe executivo municipal - prefeito), Capitão Francisco da Costa Figueiredo, Alferes Antônio José da Silva, Tenente Antônio de Meira Peixoto, Jacinto Augusto de Oliveira Rolim, Capitão Fortunato de Araújo Guimarães, Clarindo Ferreira Gandra, Coronel Francisco de Vaz Mourão, Tenente Leonel Afonso Fernandes, Capitão Francisco Ferreira Nunes, Manoel Justino Moreira Coelho e Antônio da Silva Gusmão. A Câmara, no mesmo dia de sua posse, nomeou como fiscal (administrador regional) para o distrito de Penha de França o Sr. José Pereira Guimarães Sobrinho, o famoso "Doutor da Penha". Dois partidos políticos disputaram as eleições: o Partido Conservador (Cascudo) e o Partido Liberal (Ximango). Os conservadores, que tiveram uma ampla vitória, eram chefiados por Clarindo Ferreira Gandra, Cônego João Batista Pimenta, os irmãos Isaías Ferreira Gandra e Antônio Ferreira Gandra Sobrinho (filhos de Clarindo) e pelos irmãos Florentino Egídio de Andrade e José de Andrade Câmara. No Império até o final da República Velha (1930), o grupo político dominante sempre foi dirigido pelas famílias Gandra e Andrade Câmara que, na verdade constituem uma só família, pelas ligações existentes entre elas. A primeira administração municipal (1865) precisava adquirir um prédio para funcionamento da prefeitura e não havia nenhum dinheiro. Isaías Ferreira Gandra emprestou 30 contos de réis para o município, dinheiro que veio de sua Fazenda Pastinho, um burro de carga, com as duas bruacas carregadas de moedas (cobre caianão), e assim foi adquirindo o sobrado da Rua Tiradentes que hoje é a Prefeitura Velha.

*1868/1872 _ A segunda Câmara eleita não sofreu modificações, mantendo os mesmos integrantes.
*1872/1874 _ A composição da Câmara era: Coronel Antônio Joaquim César, Antônio de Meira Peixoto, Florentino Egídio de Andrade, Francisco da Silva Mendonça, João Luciano da Silva, Francisco de Araújo Guimarães, Manoel José de Souza e Maximiniano Alves do Nacimento.

*1874/1876 _ Integrantes: Florentino Egídio de Andrade, José Pereira Guimarães Sobrinho (Doutor da Penha), João Luciano da Silva, José Leonardo de Meira, José Hermenegildo Pereira, Torquato Pires, Clarindo Ferreira Gandra e Francisco de Araújo Guimarães.
*1876/1878 _ Alferes José Floriano Marrey, Generoso Lopes Ferreira, Capitão Agostinho Rodrigues Vale, Capitão Justino José de Oliveira, Alferes Vicente Orador da Rocha, Florentino Egídio de Andrade, Antônio Joaquim César e Tenente - Coronel Leonel Afonso Fernandes.

*1878/1880 _ Antônio Maurício Gomes, Manoel José de Souza, Clarindo Ferreira Gandra, Aurélio Augusto Dias Fróes, Jesuíno da Silva Leão e Maximiniano Alves do Nascimento.
*1880/1882 _ Tenente Antônio José Fernandes, Tenente Felizardo Martins Bicalho, José Coriolano de Campos, Manoel José de Oliveira, Josefino José Coelho e Américo Ferreira Nunes Pinto.

*1887/1889 _ Herculano Antônio de Araújo, Francisco Fernandes de Almeida, Américo Ferreira Nunes, Tenente Felizardo Martins Bicalho, Tenente Antônio José Fernandes, Manoel José de Oliveira, José Coroliano Campos, Isaías Ferreira Gandra e Josefino José Coelho.
*1901/1904 _ Pe. João Afonso da Silva Pires, Santos Fernandes de Souza, Clemente Leonardo da Costa, Josefino Capistrano, Leão Ribeiro da Cruz, Pedro de Oliveira Catta Preta, Aurélio Dias Fróes, Osório Valle, João Joaquim de Andrade, Otaviano C. Caldeira, Antônio Ferreira Gandra Sobrinho, José Eugênio de Campos e Pio Ferreira Gandra.
*1904/1905_ Pio Ferreira Gandra, Sebastião Jacinto de Andrade, Godofredo Gonçalves Guimarães, Joaquim Advíncula de Souza, Clemente Gonçalves da Costa e Josefino Capistrano Vieira da Silva.

*1912 _ Gentil de Mello Fernandes, Pio Ferreira Gandra, Josefino Capistrano, Joaquim Advincula, Godofredo Guimarães, Salvador Farneze, Josefino Capistrano Vieira da Silva e Josefino Santa Rosa.

*1923_ Pela Lei n° 843, de 7 de setembro de 1923, o nome São Joaõ batista foi mudado para Itamarandiba.

*1927 _ Jonas Câmara, Gentil de Mello Fernandes, Virgílio Fernandes de Oliveira, José Vítor dos Santos, Oscar Campos, Bráulio Gonçalves Guimarães, Manoel Vieira da Costa e Teodomiro Caldeira Leão.

*15/08/45 a 15/12/46 _ Prefeito nomeado: dr. José Geraldo Jardim Brandão.
*15/12/46 a 31/12/46 _ Prefeito nomeado: Sebastião Batista Campos.
*01/01/47 a 15/01/47 _ Prefeito nomeado: Desembargador Hélio Costa (Juiz de Direito da Comarca, naquela época).

*15/01/47 a 17/04/47 _ Prefeito nomeado: Antônio de Pádua Gandra (Niquinho Gandra).
*18/04/47 a 31/12/47 _ Prefeito nomeado: Pio Araújo Conceição

*1948/1951 _ Prefeito eleito: Geraldo Leonardo Costa

*1951/1954 _ Prefeito eleito: Antônio Salvo Moreira

*1955/1958 _ Prefeito eleito: Geraldo Leonardo Costa

*1959/1962 _ Prefeito eleito: Carlos Dalmo Moreira

*1963/1967 _ Prefeito eleito: Antônio de Pádua Gandra (Niquinho Gandra)

*1967/1970 _ Prefeito eleito: Guido Campos Rabelo

*1970/1972 _ Eleito: Geraldo Leonardo Costa

*1973/1975 _ Eleito: Hildebrando Gandra

*1975/1976 _ Prefeito em substituição: Vicente de Paula Sena

*1977/1979 _ Eleito: Tarcísio Geraldo de Andrade

*1979/1982 _ Prefeito em substituição: Vicente Andrade Neves

*1983/1988 _ Eleito: Afonso Arinos de Campos Gandra

*1989/1992 _ Eleito: Jair do Rosário Gandra

*1993/1996 ­_ Eleito: Afonso Arinos de Campos Gandra

*1997/2000 _ Eleito: Márcio Gomes

*2001/2004 _ Eleito: Márcio Gomes  

*2005/2008 – Eleito: Afonso Arinos de Campos Gandra

*2009/2012 – Eleito: Gelte Antonio Costa (Tom Costa)

*2013/2016 – Eleito: Erildo do Espírito Santo Gomes (Erildo Gomes)

In: "O Manuscrito de Santa Luzia", de Hilderbrando Gandra (sob licença de D. Maria Hilda Gandra)

 

IGREJA MATRIZ

 

Data de construção: 1765, obra do sargento-mor Faustino Pires

Em seu teto havia uma pintura de São João Batista batizando Jesus Cristo.
No ano de 1925, Herculano Gusmão se dispôs a fazer reparos no símbolo vivo do barroco que era a Igreja Matriz. Em 1984 tentaram demolir a construção para fazer outra maior. Sofreu um incêndio em 20/04/1999 onde os seus 234 anos de história viraram cinza. Foi reconstruída e hoje está terminada. Seu estilo arquitetônico abrange linhas retas e modernidade. Ainda conserva o jardim maravilhoso, da época da segunda Matriz. Foi construída uma fonte em homenagem ao padroeiro da cidade, São João Batista. O artifício completa a beleza do local. Um artista da terra expressa seus sentimentos através das palavras:

 

 

METAMORFOSE DA IGREJA MATRIZ

 

Itamarandiba, ao longo de seus 332 anos está cheia deles. Uns ilustres e decantados conhecidos; outros, encerrados em seu anônimo labor, como abelhas a fabricar no interior da colméia o mel que adoçará a vida de quem talvez nunca lhe venha conhecer ou agradecer. A terra presta a eles a homenagem de gratidão, como a mãe que agracia com o afago do reconhecimento o filho que tornou profícua a casa, embalando no berço do progresso seus outros irmãos. São muitos corações, muitas vozes, muitas mãos; mãos que capinam, que trouxeram a vida, que criaram em linhas tortuosas a magia dos poemas. Mãos que dedilharam pinhos, deram vida a acordeões, pistões, violinos... mãos que regeram coros... Vozes que encheram de amor as madrugadas e de lágrimas saudosos muitos olhos... Que adornaram de pompa os festejos religiosos... pés que encantaram gerações nos gramados pobres do pasto de Sá Virginia e da Tacila.
Gestos que acenderam luzes e apagaram sofrimentos....Mãos, pés, vozes, corações... Através deles Itamarandiba caminhou, falou, cantou, criou, amou. Muitos destes gestos se calaram. Muitas mãos, pés, vozes e corações se quedaram unidos no fim da jornada terrena, aconchegados pela terra mae que os cobre. Hoje, esta terra os faz desfilar na memória de seus irmãos e rende a eles o mais honroso preito de gratidão e apreço. E lança seu olhar à procura de outras mãos, pés, bocas e corações que se apaixonem pela terra e sintam no seu íntimo aquele ardor, aquela gana de servir, aquela paixão pelo fazer que só os heróis têm." (Luiz André Costa)

 

PEDAÇOS DO TEMPO

 

Cálido, dormia imponente e belo o templo arquitetônico que ostentava em seus altares os últimos lampejos da arte barroca. Não fosse o sinistro fogo, teríamos ainda à vista dos nossos olhos esta estupenda construção, que remotamente fora erguida em 1765, por iniciativa do Sargento - mor Faustino Pires Chaves, um dos primeiros povoadores do lugar. Foi para o nosso espanto o caimento, o desmoronamento do Templo Sagrado.
Como que abraçados pelo vilanismo das labaredas que serpenteavam as vigas sustentáveis do templo, vilanescamente, também o povo ousava atiçar brasas, na falácia de fogo que fizeram envenenar a mente de muitos crédulos, rezadores e humildes, tornando alvo de cumplicidade o nosso zeloso pároco, que aqui reside e triste se espanta com o ruminar calunioso e indiscreto de pessoas que sabem atirar milho aos pombos, mas que também sabem enegrecer a alma e o espírito (este muito ao seu bel prazer).
Que caia o templo, que caia a torre, que caiam lágrimas, mas que tão somente, não caia a verdade maior, historiada pelas nossas próprias vidas: o respeito, a dignidade, a justiça e a verdade. Apedrejar é tão somente eloqüente para aqueles que nada sabem além de criticar. Olhemos em volta desse jardim e cumpramos com a delícia de nosso olhar o desfecho da Matriz. Olhemos e deixemos que o nosso bom senso imprima em nossas mentes a construção de um novo templo. Lamentações são perecíveis para aqueles que nada fazem. Não choremos o leite derramado, que possamos ainda hoje embevecermos de altruísmo e dedicar um pouco de nossa história à construção do bem social. Ás vezes é preciso que nos choquemos, para que também nos alertemos, como cidadãos que somos quanto à preservação do nosso muito e rico patrimônio histórico, cultural, ambiental e social que ainda nos resta." (...).  O pior que um príncipe pode esperar do povo hostil é ser abandonado por ele." Que não abandonemos o nosso espírito de fé e de luta nesse momento de gravidade. Deixemos no muro das lamentações a peçonhez das nossas falas e cumpramos com o que está por vir. Que construamos um novo templo, que façamos outras histórias, pois um homem sem história nada mais é que uma réplica clonada pelo próprio homem. " Tolo é quem age demasiado tarde." " Stultus est, Qui ren octom agir". Apesar do provérbio, a tolice é velha e frequente tanto aqui como acolá.
(José da Conceição Meira)

 

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* Creuza Pereira Reis

Diretora Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Itamarandiba

Bandeira e Escudo de Itamarandiba – Minas Gerais

Os dois emblemas do município de Itamarandiba foram elaborados no ano de 1972, pelo historiador Paulo Pavie. Sobre Lei Municipal de nº 569 a qual se explica:

Forma e cores: da bandeira; forma retangular medindo 1,60 cm de comprimento e 1,20 cm de largura, de cor azul anil, contendo as cinco estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul que representam o céu do Brasil; no centro deste campo azul haverá um triângulo equilátero amarelo medindo 0,40 cm em seus lados, que representam o Estado de Minas Gerais e dentro, deste triangulo, à direita, ficará a estrela Y do Cruzeiro do suyl que representará o município de Itamarandiba.

O Escudo Municipal, com o formato do primitivo escudo português, terá as mesmas cores da bandeira municipal, pairando sobre o mesmo a coroa mural heráldica da cidade. 

Bandeira de Itamarandiba – Minas Gerais

O emblema do município de Itamarandiba foi elaborado no ano de 1972, pelo historiador Paulo Pavie. Sobre Lei Municipal de nº 569 a qual se explica:

De forma retangular medindo 1,60cm X 1,20cm, de cor azul anil, contendo as cinco estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul que representa o céu do Brasil; no centro deste campo azul consta um triângulo equilátero amarelo medindo 0,40cm, que representa o Estado de Minas Gerais e dentro, deste triângulo, à direita, existe a estrela Y do Cruzeiro do Sul, que representa o município de Itamarandiba.

 

Última modificação em Quarta, 11 Fevereiro 2015 13:01

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